Viva o seu corpo – Todo dia!!

* Por Vera Golik / reportagem Shâmia Salem

Uma marca que oferece bons produtos e muito, muito mais. É disso que falamos aqui em “Mais que a Marca”. É muito gratificante saber que, de alguma forma, a gente contribuiu para criar esse conceito, de estar e ser no mundo. A minha carreira como Editora de Beleza está ligada com a história dessa marca: a Natura. Há mais de 25 anos tive o prazer de escrever o livro “A Descoberta da Beleza”, pela Livros Abril, que seria um marco para a criação do conceito Bem-Estar-Bem que a Natura segue divulgando até hoje. Os outros livros que escrevi depois – “Tudo que você precisa saber sobre Celulite para ficar de Bem com o seu corpo” (Editora Senac); “Corpo de Mulher – O Prazer de Conhecer” (Editora Terra Virgem) e “De Peito Aberto” (Editora Alaúde), reforçam esse paralelo de ideias e ideais.

Agora, ver a campanha “Viva Seu Corpo”, apresentada pela Natura Tododia, reafirma que a autoestima e a descoberta da verdadeira beleza – a beleza de cada uma, que é única, aquela que faz a pessoa se sentir bem, amar seu corpo e não seguir estereótipos – é o caminho que continua movendo e inspirando suas criações.

As mulheres de maiô verde, que também aparecem nas estampas das embalagens do hidratante, mostram que todo corpo está pronto para o verão.

A campanha “Viva o Seu Corpo” reedita a carta “Querida Garota do Maiô Verde” (veja abaixo a carta na íntegra), escrita pela espanhola Jéssica Gomez, em que a autora expressa solidariedade a uma jovem de maiô verde que estava sentada ao seu lado na praia e parecia estar com vergonha de seu próprio corpo. A carta viralizou e se tornou um verdadeiro manifesto para as mulheres em prol da autoestima. “Eu gostaria de poder te dizer – e acredite, mas acredite mesmo – que você é perfeita do jeito que é: sublime em sua imperfeição”, diz Jéssica em um trecho da carta. Conheça mais sobre o movimento acessando www.natura.com.br/tododia, que inclui um lindo curta metragem:

 

A linha Natura Tododia, desde 2017, reforça o conceito “Vista sua pele. Viva seu corpo”. E com a com a chegada do verão de 2018-2019, a marca resgata e celebra esse momento de conexão com o próprio corpo e a chegada da estação mais esperada do ano, momento em que também mostramos mais nossos corpos. O convite da marca é que a estação seja curtida com leveza e alto astral, libertando seu corpo de medos e vergonhas. Nós, de VERA BELLEZZA, assim como Natura Tododia, acreditamos que todo corpo é perfeito apenas por existir e que, portanto, todo corpo está pronto para o verão.

Hidratante gelado feito raspadinha

E para mostrar que uma bom conceito pode, sim, se materializar em bons produtos, a marca apresenta a linha de verão Tododia Lima e Flor de Laranjeira.

O Desodorante Hidratante Corporal Sorbet tem 400 ml, custa R$ 42,50 e tem três opções de embalagem.

Só de ver e ouvir falar dá vontade de experimentar o produto estrela da linha, perfeito para quem acha que todo hidratante deixa a pele pegajosa e ainda mais quente no calor. O Desodorante Hidratante Corporal Sorbet Refrescante (R$ 42,50) foi formulado para ser guardado na porta da geladeira e espalhado geladinho no corpo.

O refil também traz 400 ml de hidratante e sai por R$ 29,90.

Como tem consistência levíssima, realmente parecida com a de um sorbet, aquela versão do sorvete feito sem leite, só com água, que lembra a nossa raspadinha, ele é absorvido rapidinho e deixa o toque aveludado na pele. Uma delícia de passar, sentir e declarar amor ao corpo.

Por fim, mais dois motivos para ser fã da linha que têm a ver com o bolso e a natureza, já que pela primeira vez Tododia ganha um refil (R$ 29,90). Na prática, isso significa o uso de 85% menos plástico em comparação com a embalagem original e uma economia de R$ 12,60 para adquirir os mesmos 400 ml de hidratante.


A Carta

pela escritora espanhola Jessica Gómez

“Querida garota do maiô verde,
Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina.

Antes de mais nada, quero te dizer que estou me divertindo muito perto de você e de seus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e suas risadas, sua conversa ‘transcendental’ e a música de sua turma me invadem o ar. Fiquei meio atordoada ao perceber que não sei em que momento de minha vida deixei de estar aí para estar aqui: deixei de ser a menina para ser “a senhora do lado”, deixei de ser a que vai com os amigos para ser a que vai com as crianças. Mas não te escrevo por nada disso. Escrevo porque gostaria de te dizer que prestei atenção em você. Não pude evitar. Vi que você foi a última a ficar só em traje de banho.

Vi você ficar atrás de todo o grupo, discretamente, e tirar a camiseta quando acreditava que ninguém estava olhando. Mas eu estava. Não estava olhando para você, mas te vi.

Vi você se sentar na toalha em uma postura cuidadosa, tapando o ventre com os braços.

Vi você colocar o cabelo atrás da orelha inclinando a cabeça para alcançá-la, talvez para não tirar os braços de sua estudadíssima posição casual.

Vi você agoniada por não conseguir tapar tudo ao mesmo tempo enquanto ia se afastando do grupo tão discretamente como tinha feito antes para tirar a camiseta. Não sei se tinha algo a ver, em sua insatisfação consigo mesma, o fato de a amiga por quem você esperava soltar a longuíssima cabeleira. E enquanto isso você ali, olhando para o chão. Procurando um esconderijo em si mesma, de si mesma.

E eu gostaria de poder te dizer tantas coisas, querida garota do maiô verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na sua toalha.

Eu gostaria de poder te dizer que, na verdade, estive na sua toalha e na de sua amiga. Fui você e fui ela. E agora não sou nenhuma das duas – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a sua, prefiro estar.

Eu gostaria de poder te dizer que você tem um sorriso lindo e que é uma pena estar tão ocupada em se esconder que não te sobre tempo para sorrir mais vezes.

Eu gostaria de poder te dizer que esse corpo do qual você parece se envergonhar é belo simplesmente por estar vivo. Por ser invólucro e transporte de quem você realmente é e poder te acompanhar em tudo que você faz. Eu adoraria te dizer que gostaria que você se visse com os olhos de uma mulher de trinta e tantos porque talvez então percebesse o muito que merece ser amada, inclusive por você mesma.

Eu gostaria de poder te dizer – e acredite, mas acredite mesmo – que você é perfeita do jeito que é: sublime em sua imperfeição.

O que posso te dizer eu, que sou só a mulher do lado? Mas – sabe de uma coisa? – estou aqui com minha filha. É aquela do maiô rosa, a que está brincando no rio e se sujando de areia. Sua única preocupação hoje foi se a água estava muito fria.
Não posso te dizer nada, querida garota do maiô verde…
Mas vou dizer tudo, TUDO, a ela.
E direi tudo, TUDO, ao meu filho também.

Porque é assim que todos merecemos ser amados.
E é assim que todos deveríamos amar.”