Pérola negra

A chegada do verão traz junto a vontade de se cuidar. E que ótimo que seja assim! Mas, quem tem pele negra precisa redobrar a atenção com os tratamentos estéticos e dermatológicos. Essa pele linda, cheia de melanina, requer cuidados especiais para não tentar resolver um problema e acabar criando outro maior ainda. Saiba mais e valorize sua beleza única!!

Vera Golik e Shâmia Salem

Antes de tudo, é preciso esclarecer o mito de que, ao contrário do que muita gente pensa, a pele negra é tão forte e resistente que pode dispensar o uso de protetor solar e de cuidados administrados por dermatologistas e esteticistas. Tudo errado.

“Há quem acredite também que tratamentos a laser são proibidos. Mais uma mentira, já que você pode combater manchas, estrias e cicatrizes com laser fracionado não ablativo; e usar ND:Yag para conter o excesso de pigmentação e as olheiras”, exemplifica a dermatologista Katleen Conceição, do Rio de Janeiro.

Porém, nem tudo está liberado. “Justamente por ter muita melanina, que é o pigmento que dá cor à pele, quem é negra mancha com facilidade diante de qualquer estímulo e de inflamações, como a gerada por um pelo encravado, por exemplo. Isso, aliás, é muito comum, já que o fio é curvilíneo e, por isso, à medida que cresce tende a entrar na pele novamente, causando a inflamação”, esclarece a médica.

Melhores apostas

A dermatologista Luciana Maluf, de São Paulo, conta que também é preciso ter precaução com os peelings. “Os secativos e que promovem um leve clareamento devem ser aplicados exclusivamente sobre o problema, sob o risco de alterar a coloração da pele. Ácido retinoico é outro que está liberado, desde que usado numa concentração baixa e que fique no rosto por pouco tempo, o que varia de pessoa para pessoa. Daí a importância de consultar um especialista”, esclarece ela.

Outra queixa bastante comum de quem tem pele negra é a acne. “É bom fazer limpeza de pele regularmente. Neste procedimento o profissional costuma usar vapor para ajudar a abrir os poros e fazer a extração dos cravos. Ou seja, nada de cutucar as lesões em casa, evitando a piora da inflamação, que pode evoluir para uma mancha e até uma cicatriz muito mais difícil de tratar”, diz a fisioterapeuta Thais Toreta, de São Paulo.

Por fim, mesmo a pele tendo mais camadas e um colágeno bastante compacto, ela também apresenta sinais de envelhecimento. “Como o laser de CO2 pode provocar manchas, o ideal é combater as rugas e linhas finas com microagulhamento. E, se a técnica for feita na pele previamente preparada com clareadores, ela deixa a tonalidade ainda mais uniforme e controla a oleosidade excessiva, reduz o tamanho dos poros e melhora a textura”, lista a doutora Luciana Maluf. Fica a dica.