Óleo na cabeça!

A paixão da brasileira por óleos de tratamento capilar foi despertada pelo boom do óleo de argan, isso por volta de 2011. Desde então, o amor só fez crescer com o surgimento de equivalentes com apelos dos mais variados, tecnologia de ponta e formulações que permitem aplicar o produto até em fios oleosos e finos. Além disso, os óleos ajudaram – e muito – na aceitação dos crespos, pois oferecem hidratação e maleabilidade e ainda modelam. Mesmo com todos esses benefícios, surgem dúvidas sobre o jeito de usar. Saiba a seguir o que dizem os experts e seja mais uma a se render ao apelos irresistíveis dos óleos nos cabelos.

Vera Golik e Shâmia Salem

Na onda dos movimentos de empoderamento e de auto-aceitação, as marcas têm uma boa dose de responsabilidade por fazer a paixão pelos óleos capilares virar amor. O Caderno de Tendências 2019-2020 da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), produzido em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), ressalta as três razões mais arrebatadoras para esse encantamento:

••• as inovações tecnológicas, que permitem o desenvolvimento de óleos levíssimos, que não deixam resíduos nos fios;

••• o fato deles serem elaborados com ingredientes naturais, como os derivados do coco, do murumuru e do abacate, por exemplo, o que atende a demanda pelos chamados ‘produtos verdes’; e

••• óleos com propostas inovadoras que oferecem soluções às mais variadas necessidades, como hidratação, brilho, redução do frizz, proteção da cor e muito mais.

Diante de tantas boas e novas possibilidades, sempre aparecem as dúvidas. A cabeleireira e colorista Cida Anjos, destaca e responde algumas das questões que mais costuma ouvir de suas clientes:

Óleo de tratamento capilar ajuda a proteger o cabelo contra o ressecamento causado pelo cloro da piscina?
Com certeza! Para isso, basta espalhar uma pequena quantidade do produto no comprimento e nas pontas dos fios ainda secos, antes de vestir a touca de natação. Depois, é só lavar o cabelo como de costume.

Tudo bem usar o óleo como o primeiro passo de tratamento logo depois de lavar a cabeça com xampu e condicionador?
Sim, o cosmético pode ser usado logo após a lavagem, antes mesmo de um leave-in ou modelador de cachos. Se bem que há quem ainda prefira misturar na mão umas gotinhas do óleo com o finalizador para, só então, aplicar o produto no comprimento e pontas dos fios.

Qual a recomendação de uso para quem tem cabelo fino?
A mesma que vale para todos os tipos de cabelo: não abusar da dose nem aplicar óleo na raiz. Na dúvida de quanto usar, a dica é ir colocando aos poucos, sempre sentindo como seus fios reagem para saber se dá para aplicar mais ou se é melhor parar. Quanto a um cuidado específico para os finos, acredito ser interessante experimentar óleos denominados lights ou leves, para deixar as mechas ainda mais soltinhas.

É verdade que esses óleos podem incrementar a máscara capilar ou fazer as vezes de pré-xampu?
Claro que podem! No primeiro caso, basta misturar umas gotas do óleo apenas na porção da máscara que você vai aplicar e deixar agir pelo tempo recomendado na embalagem do creme. E como pré-xampu, a indicação é passar um pouquinho do óleo no cabelo ainda seco e depois prosseguir com a lavagem habitual. Nos dois casos o resultado é bem interessante: fios mais flexíveis, hidratados e macios.

Tudo bem aplicar o óleo antes da escova, da chapinha ou do babyliss?
O óleo só funciona como protetor térmico se houver essa informação na embalagem. Mas atenção: observe bem as indicações no rótulo, pois se na composição do produto não tiver outros ingredientes que ajudem a proteger os fios do calor, o óleo pode ter efeito contrário e até “fritar” seu cabelo.

Mesmo sendo levinhos, esses óleos podem se acumular nos fios?
Sim, da mesma maneira que acontece com qualquer outro cosmético. Por isso é que, de tempos em tempos, vale usar um xampu de limpeza profunda, específicos para remover resíduos que se acumulam entre as escamas dos fios.