No mundo, 1 bilhão de mulheres não recebem formação adequada para o mercado de trabalho

* Especial Lifetime para Vera Bellezza

Muita coisa já melhorou, mas o caminho até a igualdade ainda é longo.

O Fundo Malala divulgou recentemente o resultado de um preocupante estudo que mostra que 65% das meninas e mulheres de até 24 anos em todo o mundo não têm acesso a habilidades fundamentais para o mercado de trabalho do futuro. Em números mais palpáveis, isso corresponde a quase um bilhão de pessoas!

Ou seja: ainda hoje a maioria das meninas e mulheres jovens seguem menos preparadas para o mercado de trabalho que os homens. No futuro, elas vão sentir na pele a dor da falta de emprego, da pobreza, dos casamentos forçados.

O número foi estimado com base em uma análise realizada pelo Instituto de Estudos do Desenvolvimento (IDS), do Reino Unido, e levou em conta dados de matrículas de meninas na educação formal e informações da agência das Nações Unidas sobre tecnologias de informação e comunicação.

Como já era de se esperar, a situação é pior nos países mais pobres.

Com mulheres sem acesso a conhecimentos sobre automação, robótica, inteligência artificial e gestão de dados, o crescimento econômico desses países torna-se mais lento que os demais. Estimativas da Unesco apontam que, nos próximos dois anos cerca e 40 milhões de vagas de emprego estarão em aberto por falta de mão de obra qualificada – e parte disso se deve à desigualdade de oportunidades no mundo do trabalho.

Se a situação fosse diferente, e meninas a partir dos 12 anos tivessem acesso à educação de qualidade, o ganho das mulheres ao longo da vida saltaria de US$ 15 trilhões para US$ 30 trilhões no mundo todo. Isso é um indício claro que as políticas educacionais não devem permanecer neutras em relação à questão de gênero.

O Fundo Malala foi criado pela paquistanesa Malala Yousafzai, ativista pelo direito à educação e pessoa mais jovem a receber um Nobel da Paz.

Fonte:  Nexo