Mulher empoderada é aquela que tem coragem de conhecer – e enfrentar – seus próprios limites

* Especial Lifetime para Vera Bellezza

O Empoderamento feminino sem autoconhecimento pode criar ‘armadilhas’, que passam pela pressão social, autoestima e, principalmente, pelo autoamor.

Por isso é preciso estar atenta a três grandes fatores que podem impulsionar ou frustrar o real empoderamento de alguém – e eles têm a ver com seus próprios limites.

Vamos conhecê-los:

1 A aceitação e seus limites

A coragem de aceitar seu corpo, suas marcas e características é positiva para o empoderamento, mas o processo pode render um terrível massacre psicológico. O corpo da mulher vem, por séculos, sendo moldados pela ótica machista, e nunca estará livre de críticas e olhares. É preciso ter cuidado para não ceder à pressão do machismo ou acabar negando a si própria.
É um mundo cruel, e a transição ainda é lenta. O autoconhecimento tem muito a ver com respeito pelos os próprios limites. Não é preciso passar por isso só porque outra pessoa está falando para você passar. É preciso sentir que é o seu momento.

2 O fator estético e seus limites

Uma mulher empoderada não é aquela que é contra tratamentos de beleza em geral, mas a que tem consciência do que deseja melhorar em si mesma. Ceder à pressão do marido ou do namorado para pôr silicone nos seios ou nas nádegas, por exemplo, pode levar a sérios problemas de saúde a curto, médio e longo prazo.
É preciso saber o que você realmente quer para si, não para os outros.
O ideal, nesses casos, é trabalhar o “body positive”, ou a imagem positiva do próprio corpo, seja ele qual for. É um processo lento e, por vezes, doloroso.

3 O orgulho e seus limites

Assumir as próprias características naturais é, para muitas mulheres, um enunciado político. Quem aceita o cabelo crespo, por exemplo, desafia um padrão muito forte estabelecido pela indústria de que “cabelo bom é cabelo liso”. Mas sair de sua zona de conforto tem seu preço, e isso pode gerar um certo estresse inicial em pessoas que não estejam preparadas para críticas.
É preciso se questionar e ter consciência, entender os limites do seu empoderamento e da sua autoestima.