Mais que protetor solar

Quando você escolhe o imprescindível filtro solar, além do fator de proteção você procura um produto que seja agradável de usar e ainda lhe traga mais benefícios, certo? O Caderno de Tendências 2019-2020 da ABIHPEC reforça que a grande tendência em cuidados com a pele está justamente em oferecer itens com valor agregado e que ajudem a pessoa a sentir-se bem. Isso, no sentido mais amplo, inclui a satisfação de saber que por trás do produto escolhido existe muita pesquisa e tecnologia envolvidas para entregar a melhor performance ao consumidor. E quando se fala especificamente sobre protetor solar, uma das características que mais atiça o desejo da brasileira é a presença de antioxidantes na fórmula. Entenda o belo motivo por trás desse comportamento.

Vera Golik e Shâmia Salem

Verdade seja dita, ficar diante de uma prateleira repleta de protetores solares sempre fez com que a agulha da bússola da brasileira apontasse para as marcas que ofereciam consistência leve e absorção e espalhe fáceis. E não dava mesmo para ser diferente, já que boa parte da população tem pele oleosa, problema que é agravado pelo clima tropical. Diante disso, a preocupação em manter o rosto com textura seca e sem brilho sempre foi uma constante, aponta o Caderno de Tendências 2019-2020 da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), produzido em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Mas, outro dado destacado pelo Caderno de Tendências da ABIHPEC que merece atenção ainda mais especial é que o grau de exigência na escolha do cosmético aumentou depois que começamos a ter contato maior com protetores solares fabricados na Coreia do Sul e no Japão. “O envolvimento da brasileira com essa categoria de produto está aumentando e hoje ela já não aceita qualquer tipo de apresentação. Sabe que um protetor solar pode oferecer, além de proteção eficiente, muitas outras qualidades complementares e vem reivindicando mais sofisticação nas formulações”, explica Fernanda Bruzadin, diretora sênior de pesquisa e desenvolvimento da Johnson & Johnson Consumo.

Radicais livres na mira

Entre os atributos mais procurados na hora da compra está a presença de antioxidantes na fórmula. Excelente pedida, já que essas moléculas não só impedem a formação de radicais livres como podem reverter os danos provocados por eles. “Pode acreditar que esse é um trabalho e tanto. Afinal, os radicais livres são átomos ou moléculas instáveis e altamente reativas que, em excesso, atacam células sadias, como proteínas e lipídeos e até mesmo o DNA celular. Diante disso, a célula tem sua membrana e estrutura danificadas e, em casos extremos, pode até morrer”, esclarece a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP).

Segundo a médica, o protetor solar por si só é capaz de prevenir o processo inflamatório desencadeado pela exposição ao sol. “Porém, em lugares com muita poluição ambiental é preciso complementar a fotoproteção com antioxidantes, sendo que entre os consagrados estão as vitaminas C e E, o ácido ferúlico e os extrato de chá branco e verde. Mas há muitas outras excelentes opções à disposição, basta olhar no rótulo”, garante a doutora Claudia Marçal.

Assim, na hora de escolher o seu protetor solar, faça frio ou calor, não esqueça de olhar bem no rótulo e procurar um algo a mais que além de formar a desejável barreira contra os raios solares ainda cuidem e preservem a saúde da sua pele.