Limpeza de pele, sim senhora!

Muita gente acha que fazer limpeza da pele do rosto com esteticista – e depois manter o gesto em casa – é importante apenas quando se é jovem, tem a pele oleosa ou acneica. VERA BELLEZZA torce para que você não pense assim. Afinal, a boa higienização, feita com técnicas especiais e bons produtos é o ponto de partida para deixar a pele – de qualquer tipo ou condição – mais saudável e bonita, além de potencializar as respostas aos mais variados estímulos, desde o creme usado em casa até o tratamento high-tech aplicado pelo dermatologista. Saiba mais…

Vera Golik e Shâmia Salem 

Parece ironia, mas é justamente por volta dos 40 anos, quando a mulher começa a se interessar mais por tratamentos estéticos e dermatológicos, que ela geralmente deixa de fazer limpeza de pele com um profissional de estética. “Muitas acreditam que já não precisam mais desse cuidado porque cravos e espinhas são coisa de gente jovem. Não é. Todo mundo tem sujidades que precisam ser removidas. Além disso, na faixa dos 40 as mulheres tendem a ter muito millium, uma bolinha de queratina que é puramente estética, porém, que tende a crescer a ponto de não se conseguir disfarçar nem com maquiagem. Já as de 50 costumam ter bastante cravos, principalmente na região do nariz, que se não forem removidos podem, ao longo dos anos, deixar os poros muito dilatados ao ser extraído, exigindo que o dermatologista cauterize ou até dê um pontinho para que a pele feche”, alerta a fisioterapeuta e dermatologista funcional Thaís Toreta, de São Paulo. Diante de um quadro desses, a especialista afirma que até o resultado de alguns tratamentos, como toxina botulínica e preenchimento podem ficar prejudicados e deixar a desejar.

Verdade seja dita, há quem fuja ou adie a limpeza profissional pela dor que ela provoca. “Infelizmente não tem como fazer a extração sem provocar um pouco de incômodo. Mas, para quem é mais sensível, ou está há muito tempo sem fazer a higiene, a sugestão para reduzir o sofrimento é fazer o processo aos poucos. Ou seja, três limpezas seguidas, com intervalo de um mês entre elas, para que a profissional não precise remover todas as sujidades de uma só vez. Depois disso, basta fazer uma higienização de três em três meses, em média, para manter o resultado”, sugere Thaís. A dermatologista Sara Bragança gosta dessa solução que prima pela delicadeza, até porque a pele pode responder a uma série de apertões, aumentando a produção de melanina e o risco de surgir uma mancha. “Péssima ideia resolver um problema criando outro, né?”, avisa a médica.

Faxina doméstica

Tanto a médica quanto a esteticista lembram que a limpeza profissional não dispensa o uso dos higienizantes em casa, e vice-versa. Na verdade, eles se complementam, o que é uma excelente notícia para a brasileira, que é apaixonada por esse tipo de cosmético, em todas as suas versões. Segundo o Caderno de Tendências 2019-2020 da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), produzido em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), há um grande interesse da população por produtos que, além de eficientes, claro, tragam diferenciais, como um sensorial agradável ou inusitado. Isso ajuda a explicar o sucesso das águas micelares, que transmitem frescor, delicadeza e leveza, e também dos demaquilantes com consistências inusitadas, como o que faz uma espuma cremosa e aerada ao entrar em contato com a pele ou o que parece gelatina e pode ser usado sobre o rosto seco ou molhado.

Mas entre tantas novidades como saber o que é melhor para o seu caso? Aqui vai mais uma boa razão para manter as visitas à esteticista ou dermatologista. A dica é sempre pedir o conselho para a profissional sobre qual a rotina e os produtos mais adequados para o seu tipo e condição de pele.