Bactérias do bem para cuidar da pele

Cosméticos com ingredientes que fortalecem a imunidade da pele e aumentam a resistência contra agentes agressores como o sol, a poluição e o estresse. Essa é a promessa de novas formulações com micro-organismos – como os probióticos e os prebióticos – já conhecidos e usados na alimentação que agora migram para os produtos de cuidados pessoais, ajudando também a melhorar o nível de hidratação da pele e diminuir irritações e inflamações. A procura por cosméticos que oferecem mais benefícios é um movimento que veio para ficar, como comprova o Caderno de Tendências da ABIHPEC. Para fazer a escolha certa e que realmente atenda suas necessidades é importante saber como agem seus ativos. Para te ajudar nisso, hoje VERA BELLEZZA esclarece a diferença entre esses dois dos ingredientes que estão tão em alta no momento nos produtos para pele. Saiba mais e veja se são mesmo para você.

Vera Golik e Shâmia Salem

Verdade seja dita, a fama dos micro-organismos benéficos como colaboradores essenciais para a saúde começou na nutrição. Quem não lembra o boom que foi o lançamento de suplementos de uso oral ou os iogurtes e os leites fermentados com probióticos e prebióticos, com a promessa de favorecer o bom funcionamento do intestino e de todo o organismo? Pois essas mesmas bactérias do bem foram parar dentro dos potes de cremes e séruns. Sorte a nossa. “Aplicados de forma tópica, os probióticos e os prebióticos, somados aos demais componentes da formulação do cosmético, fortalecem a imunidade da pele e aumentam a resistência dela contra agentes agressores externos e internos, caso do sol, da poluição e do estresse. De quebra, esses micro-organismos ainda melhoram o nível de hidratação da pele e diminuem irritações e inflamações que podem desencadear acne, rosácea e dermatite”, exemplifica a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP).

Como pode?

De maneira bem resumida, dá para dizer que os probióticos são as próprias bactérias boas vivas, que fortalecem o sistema imunológico da pele. Enquanto os prebióticos servem como alimento para essas bactérias, estimulando-as a crescer e a combater as ruins. Daí a vantagem de ter as duas no mesmo cosmético.

Ficou interessada? Pois saiba que por aqui a oferta ainda está engatinhando, mas nas prateleiras internacionais ela se torna cada vez mais constante, como aponta o Caderno de Tendências 2019-2020 da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), produzido em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Segundo levantamento do Caderno de Tendências da ABIHPEC, marcas cosmecêuticas, caso da francesa La Roche-Posay, de luxo, como a americana Elizabeth Arden, e as chamadas ‘alternativas’ ou de nicho, como as também americanas Mother Dirty e Columbia 1871 Skincare, são algumas das que vêm encontrando uma boa resposta com seus lançamentos à base de prebióticos e probióticos.

Na dúvida se é para você?

Confira as vantagens de usar prebiótico e probiótico nos seguintes casos:

Quem tem pele sensível
“Como esse tipo de pele é frágil e, por isso, demora um pouco mais para se regenerar depois de algum dano, ao incorporar probióticos e prebióticos em seu regime de cuidados cosméticos diários você acelera esse processo de recuperação”, afirma o dermatologista Jardis Volpe, de São Paulo.

Quem tem pele seca
“O efeito é semelhante ao que acontece na pele sensível, já que os probióticos e prebióticos promovem um aumento significativo dos níveis de hidratação e fortalecem a barreira de proteção natural dessa pele, que, por ser seca, fica mais suscetível aos danos provocados por agentes externos, como poluição e vento”, completa o dermatologista.

Quem vive em metrópoles
“Os probióticos e prebióticos aumentam a defesa natural da pele contra os radicais livres, que são produzidos em excesso em ambientes poluídos. Além disso, essas bactérias do bem acalmam os disparadores inflamatórios naturais na pele que podem ser altamente estimulados pela poluição e pelo estresse e reduzem o dano que estes disparadores causam ao colágeno e à elastina, evitando que rugas, linhas de expressão e flacidez apareçam antes do tempo”, diz a farmacêutica e cosmetóloga Mika Yamaguchi, diretora científica da Biotec Dermocosméticos.

Quem tem tendência à acne
“Probióticos e prebióticos tópicos têm demonstrado ser eficientes para reduzir a vermelhidão, o tamanho das lesões e melhorar a barreira cutânea em quem sofre com acne”, diz o dermatologista Jardis Volpe.

Pronto, agora você pode escolher tranquila o seu cosmético com as bactérias do bem para cuidar ainda melhor da sua pele. Na dúvida, consulte seu dermatologista.