A escova certa para uma boca saudável

Sabe aquela história de que a gente vai ficando mais exigente com o passar dos anos? Pois ela se aplica até mesmo quando o assunto é higiene oral. Um bom exemplo disso foi apontado no Caderno de Tendências 2019-2020 da ABIHPEC, que deu conta de que quatro em cada 10 brasileiros entre 50 e 64 anos procuram por produtos premium para cuidar da saúde bucal. Mas, como tão importante quanto investir numa boa escova dental é fazer a manutenção correta dela, VERA BELLEZZA reuniu dicas que vão te deixar de boca aberta. Olha só…

Vera Golik e Shâmia Salem

Basta dar uma rápida circulada no corredor de produtos para higiene oral em supermercados e farmácias para confirmar o que foi destacado no Caderno de Tendências 2019-2020 da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), produzido em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas): muitas marcas já oferecem escovas dentais para cuidar dos mesmos problemas orais que os cremes dentais tratam, caso de gengivas sensíveis, e promover limpeza profunda e delicada. Opções variadas (e maravilhosas!) à parte, não custa lembrar que tão importante quanto escolher a escova adequada, é mantê-la bem preservada e com as cerdas livres de micro-organismos. “Se a escova dental, que é a principal ferramenta de higiene bucal, não for conservada corretamente ela pode se tornar uma grande inimiga, pois as cerdas são o ambiente ideal para a proliferação de fungos, bactérias e vírus”, alerta o cirurgião-dentista Hugo Lewgoy, doutor pela Universidade de São Paulo, que ensina o que deve ser feito:

Na hora da compra

Opte por uma escova lisa, sem irregularidades, produzida com materiais não porosos e com o menor espaço possível entre os tufos. Isso não só facilita a limpeza dela como diminui o risco de contaminação e proliferação de germes e bactérias bem como o acúmulo de sujeiras e restos de sujeiras entre as cerdas.

Tem que limpar sempre

Tanto antes quanto depois de escovar os dentes é preciso lavar a escova inteira, da cabeça ao cabo, com água corrente, se possível aquecida. Depois, é só dar uma batidinha de leve com ela na palma da sua mão para retirar o excesso de água e colocar uma capinha de acrílico, que também deve ser higienizada.

Nada de juntar ou emprestar a escova

Amigos, amigos, amores, escovas à parte, combinado? E isso não tem nada a ver com frescura. Escova dental é de uso pessoal e intransferível, ou seja, nunca deve ser compartilhada nem mesmo com seu filho, marido, namorado, mãe, pai, ninguém mesmo, porque os germes presentes nas cerdas podem facilitar a transmissão de doenças – para você e para a outra pessoa. Essa recomendação também ajuda a entender porque é preciso evitar guardar as escovas encostadas umas nas outras, para não criar uma ponte de bactérias entre elas.

Guarde no lugar certo

O ideal é deixar sua escova pelo menos um metro de distância do vaso sanitário e sempre dar descarga com a tampa fechada. Caso contrário, as bactérias presentes no vaso serão lançadas no ar e vão se acumular nas cerdas da sua escova. Para ficar perfeito, guarde a escova no armário fechado, mas que tenha boa ventilação, para evitar a proliferação de micro-organismos.

Troque a cada três meses

Não é exagero. Com o tempo, as cercas ficam desgastadas e se tornam menos eficazes na limpeza dos dentes e na desorganização da placa bacteriana. Sendo assim, bom mesmo seria adquirir uma escova nova a cada um ou dois meses, porém, três é o limite para ficar com ela, ok?

Ah, uma ótima dica é pedir para o seu dentista, aquele que você deve consultar ao menos uma vez por ano, lhe indicar a melhor escova para o seu caso. As cerdas mais macias ou mais firmes, cabeça da escova maior ou menor, distância entre os tufos etc. Todas estas características vão além do seu gosto pessoal e passam por necessidades específicas, que o profissional sabe identificar e apontar.